Eu fiz tudo como o "manual" dizia. Mas é como se o erro fosse permanente. O erro mesmo sou eu. E disseram que erro não sente. Nada de nada. Me mandaram não sentir nada por dois longos anos, e fui chutando as pedras, passando por cima de outras menores, pensando só no amanhã, ou vivendo à base dos melhores momentos. Eu sempre voltava por isso, sempre voltava por eles. Eu não digo nunca mais. Mas trata de tirar esse costume, essa mancha sobre minha pele, esse modo de me acusar, rasga logo tudo e queima. Começa o manual todo outra vez. E espero que não haja erros (como eu) dessa vez.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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