Não que mereça texto. Nem mesmo meu tempo e meus pensamentos. Eu poderia transferir tudo pra outros olhos, mas na verdade quero deixar minha vida me levar aos poucos a tudo que tem mesmo que acontecer. Mas me pergunto por essa casa, esse quarto, que é só mais um na minha história e mais um pra escutar com a calma que só meus quartos têm. E aí, de onde vinha a desconfiança e inveja? De onde se nunca plantei isso em nenhum coração? Tratava logo de tirar pela raiz, eu sei que doía até no corpo, mas eu arrancava. Onde traí a confiança, em que parte da novela? Deixei de fazer por mim, para fazer por quem nunca se humilhou tanto, quem nunca sofreu tanto sozinha. E aí, agora, confia? Confia no que sou e fui? Claro que não. Claro que não confia, nunca confiará. Nem se um dia eu voltar a sorrir a seu redor. A confiança que plantei, você arrancou pela raiz. Doeu, dói até agora. Mas ninguém sabe mais quem é você. Quantos olhos, e bocas tem. Nem mesmo quantas faces por inteiras. Mente, oculta, dramatiza. Mas um dia, o palco desse teatro cai. Afinal de contas, não é fácil conseguir bases fortes sem a força que amizades e amores que o tempo decidiu construir, ferro a ferro, soldados e selados SOMENTE com verdades e resignações.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
Comentários