Eu nunca sei como agir com ela. Vou, volto. Corro a quase cento e vinte quilômetros por hora e de repente me vem um freio, não sei de onde, não sei pra que, POR QUE, e eu quase dou de cara no vidro. Mas eu disse que uso o cinto de segurança, não disse? Sou precavida, eu disse. Me disse que adorava viajar sem freios. Preferia cair sempre. Uma fala até estranha. E aí, de repente, surge um freio "automático" que me deixa perplexa. Do nada, assim, me tapa a boca, e não me deixa dizer nada! Tudo bem, tudo bem. Mas é que com o freio, vem a inércia. E minha tendência, é não querer parar. Um aviso: eu vou tirar o cinto, e a próxima vez em que botar o pé no acelerador com tanta vontade, fique sabendo que o freio pode me matar.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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