Sei que sou careta, ás vezes rosinha demais, ás vezes sombria demais. Adoro ficar sozinha e escrever sobre as mesmas tantas coisas que a vida me faz. Desenho todos os dias, não tenho nenhum projeto em mente, não fumo e quase não bebo. Não sou de correr atrás do amor. Não, não sou. Mas se vem alguma coisa pequena, um carinho dele, eu não fujo. Não corro atrás do amor, mas se vem um carinho, chega, fica, deixa o cheiro, a cor, o sabor e as palavras, eu deixo, eu cuido e realmente, se eu puder escolher, pediria que ficasse. Só mais um pouquinho. Prometo deixar ir, quando quiser.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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