Duas dúvidas quanto a guardar amor: Será que um dia mofa, se eu não entregar logo a alguém? E será que funciona depois de muito tempo guardado? É que me funde a cabeça pensar no quanto eu poderia ser (mais) feliz se não sentisse medo de entregar tudo que tenho, de encarar as faces medonhas de vários julgamentos que sempre vieram e sempre virão ao meu encontro, quando posso ficar feliz. Se tenho pouca idade ou pouca história, se pareço bem demais pra querer ser ainda mais feliz, se pinto as unhas de rosa, se leio babaquices românticas esperando o meu dia, se me porto sempre com um sorriso que ameniza a dor de qualquer um aqui dentro, não quer dizer que eu não mereça almejar mais nada. Não quer dizer que sei pouco da vida, ou que sou fútil. Quer dizer bem mais, mais do que esse pouquinho que sei que sou. E pra falar a verdade pouco é a gente que sabe mais do que esse pouquinho de mim.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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