Voltei a dormir de tarde. Mas não do jeito normal, nem sei se alguém na minha vida sabe como o sono é meu refúgio. Tudo bem, mania de reclamar essa minha. Mas minha cabeça anda a mil por hora, como eu gosto. Só não podia sobrar tempo pra dormir tanto, a ponto de pensar. Pensar que ainda tenho trabalhos e que me sinto um tanto incompetente. Tá, meus trabalhos estão bem feitos até, organizados, posso argumentar sobre todos. Mas quero ser sempre melhor, sempre. E sempre nisso me ferro um pouco pela ansiedade. Eu sempre tenho pressa e preciso me esforçar. No mais, vai tudo bem. Eu queria deixar de pensar no que tenho que fazer com tudo aqui dentro e peguei no sono. Ás quatro da tarde, e zaz, são quase sete da noite. Melhor acordar, acender a luz. Peguei o resto de chocolate em cima do criado e fiquei rindo sozinha. Que tipo de pessoa morde a trufa e rasga o céu da boca com o chocolate? Eu. Sou bem esse tipo. Que não gosta de doce, que promete ver o que tem de bom na cidade e deita, sozinha, dorme. Que horas essa vida vai me acordar de vez?
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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