Esses dias, que geralmente os homens dizem ser os infernais (e talvez até sejam) vão além de qualquer reação orgânica dentro de mim. E como ariana fiel que sou à minha natureza, quero e sempre tento fazer deles, os dias mais produtivos. Um desenho, qualquer tipo de produção que é pra eu me sentir melhor comigo mesma. E a tendência feminina quando nervosa é sempre meter os pés pelas mãos. Não que eu desenhe com o pé, mas falo de não sair nada, nada do lugar. Um ciclo que me empurra devagarzinho pra dentro do quarto às nove da noite, me ajuda a jogar os edredons de qualquer jeito, boto pra tocar um álbum muito provavelmente dramático, começo com alguns questionamentos clichês sobre tudo que anda acontecendo como se fosse o fim do mundo, e deixo alguma lágrima cair, até pegar no sono. Mas se tem uma coisa da qual me orgulho muito, é de ter nascido mulher. Da carne forte, do coração forte, da ansiedade em viver o agora mas pensando tanto lá na frente. E mesmo com o quarto bagunçado, tento organizar as coisas aqui dentro. E se tudo parece perdido hoje, amanhã estará perfeito. Porque se tem sexo frágil nesse mundo, olha, te garanto amanhã bem cedo de que não sou eu.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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