Das filosofias de ônibus que adquiro, acredito que a que mais uso é a que escutei um dia totalmente desatenta (como quase sempre) quando uma senhora conversava ao telefone e contava da depressão de outra fulana. Depois de descrever o estado deplorável que ela chegou a se encontrar, algumas consultas com um terapeuta e a solução da moça seria, segundo receita médica, mudar de vida. Com uma frase simplória que soava realmente vitoriosa, e, não por ironia mas aquilo realmente sempre deveria ser constatado como remédio pra quase tudo que parece perdido na vida não é? Quando me saiu um tom de voz um tanto bizarro, como quem queria rir, mas não podia. A senhora explica que para isso, a moça antes deprimida cortou o cabelo tipo channel, pintou de preto e fez logo duas tatuagens. Que era pra mudar tudo de vez.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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