Posso ir, mas não ligo pra pizza. Nem pra pizzaria. Nem pro refrigerante, água e não estou a fim de beber. O mau humor não era fome, tampouco vontade de sair. Comi de tudo, do cru ao bem passado, bebi mais. Não me adianta comprar roupas, o armário entupiu, perco sapatos e nem sinto falta, e esse emprego, no fundo está melhor do que imaginava. Nem tratamento de pele, seio, cabelo, nem maquiagem, perfumes, unha colorida, viagem, carnaval, piscina. Existem coisas que o dinheiro não compra, e preços que custam tanto, que nem quero imaginar.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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