Sei mais nada, de fazer silêncio quando é preciso, de pedir pra não deixar morrer. De querer e saber que quero e dizer que quero e não deixar morrer. De fazer por onde, deitar com sono, dormir sem fome, sem sede, sem dúvida. De lembrar do rosto, lembrar que erro, lembrar que amo, querer de novo e mais, pra longe, pra cá, junto de mim. De tocar e ver, ver e olhar, mas olhar e enxergar, deixa esquentar. De deitar e rir, gargalhar, correr sem fugir, ligar o peito, desligar a cabeça. De ouvir a voz e derreter, deixar molhar, deixa escorrer, deixa chorar, deixa gemer, deixa gritar, deixa. De dormir, sonhar, acordar e enfim, não deixa, não deixar morrer.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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