Como se não bastasse os vários seres que crio aqui dentro, a fim de não me sentir sozinha, não consigo dormir sem conversar um pouco. Ensaio conversas do dia seguinte, me declaro antes com medo de errar, peço perdão tentando me explicar, faço planos pra amanhã de noite, pro fim de semana, pra casa que vou comprar, a cor do quarto da menina, ou do menino (e acabo ficando no amarelo mesmo, amarelo pastel vai muito bem pros dois!). Falo das coisas que nunca disse a minha mãe, ás vezes choro um pouco, e volto para a parte em que meu futuro vai muito bem. Sempre com esse ar de quem quer mais, mas lá no fundo são só planos. Não que sejam poucos, ou que sejam só. É que pensar assim, encurta o caminho que na verdade é cheio de curvas, e obstáculos. Vou passar por eles, é claro. Mas saber o que me espera, e me espera porque eu quero, é uma das melhores coisas que descobri antes de pegar no sono.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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