No meio da noite acordo e, naqueles momentos de virar o corpo pro outro lado da cama, solto um riso estranho, de sono embriagado e misturado a mais alguma coisa que não sei sintetizar numa só palavra. Podia simplesmente sentir falta e voltar a dormir. Mas as lições de fazer de tudo isso um pacote de motivos pra sorrir, vieram dela. E aquele resmungo de quem não gosta do arzinho do "respiro" que solto no seu ombro, aquela mania de começar uma guerra de cócegas mesmo sabendo que vai perder, os sustos matutinos que já não me pegam mais (porque prefiro sorrir a me assustar), chegam e são sempre bem vindos. Porque sorrir economiza musculatura, amar aumenta o tempo de vida, tempo e espaço são meros detalhes.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
Comentários