Uma vontade engolida, me aperto a garganta, digo que não posso, por medo do não corresponder. Me estremece o corpo, só de fechar os olhos e pensar em dois segundos, que eu dissesse, com mais vontade ainda, por ter guardado mas ter sentido. Mesmo que não faça sentido algum ter guardado, porque sabe bem quem unicamente estremece meu corpo sem ao menos saber de nada, sem ao menos dizer uma palavra. Aperto minha boca com a mão. Me devora. Aperto um pouco mais. Me devora. Nem ao menos me imagina assim distante, pedindo socorro com o corpo pegando fogo. Me devora.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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