Não queria começar a escrever ainda no Brasil. Tenho a sensação de que pioraria a situação que me encontro, soltando frases nostálgicas e remetendo também a um passado frustrante, cruel e traumático. Mas cá estou, fraseando. Simplesmente porque crio uma introdução de um longo texto a cada noite antes de dormir, mas sem anotar nada, choro um pouco e deixo o sono levar. Deixar de falar nunca fez bem. Mas descobri que me mostro com uma seriedade antes nunca vista. Pessoas olham pra mim e, tratam meus sentimentos a sério porque assim exijo a quem me importa. E ao aprender, ouvir e assistir esse respeito ao que sinto, as coisas ficam no controle. Mesmo que a dor das partes difíceis lateje um pouco aos fins de semana.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
Comentários