Um quadro de confissões antes nunca pregado na parede. Mesmo soando cansativo, analiso ainda mais cada passo que dou, pra frente ou pra trás, alguns em falso mas ainda sim, caminhando. Porque agir instintivamente não lhe parece muito convincente, mas acredite: eu não perderia meu tempo simplesmente me fazendo sofrer de graça. O que quero é sempre uma dose de atenção, um diálogo cotidiano que compartilhe de verdade o que sente, seja muito bom ou muito ruim. Quero poder saber os motivos, quero ficar em silêncio por respeito, gargalhar por uma piada exclusivamente nossa, quero nosso mundo mais feliz, mais divertido. Não quero obrigações, avisos, ameaças, medos e refúgios. Quero andar involuntariamente satisfeita, conspirando um futuro tranquilo, uma viagem incrível, um reencontro ardente, quero meus suspiros aliviados por ter acreditado, por ter sido quem te fez feliz mesmo longe, quem soube te ouvir ou soube falar. Quero ser um pedaço que te cabe, mas ainda não sei se sou. Se ocupo espaço demais, desconfortável. Se ocupo quase nada, (des)considerável. Se misturo minha ânsia e medos, falta de experiência e carência e deposito como se eu tudo fosse, como se você tudo fosse, fazendo com que não haja se quer critérios para um dia deixar de ser. Ou se ainda não sei do valor e espaço que se deve dar a um encontro, essa coisa que nem sei direito o nome, mas que quando desencontra me deixa tão triste. Mas como eu disse, eu quero ser alguém considerável. Quero motivos. Me dê motivos.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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