Ei pai, aqui parece um vulcão em erupção, apesar do frio ter apenas começado. Eu sei que escolhi essa vida, e sei que está sorrindo a pensar na carreira de alguém que viaja tão longe só pra estudar. Mas olha pai, tem dias que só queria mesmo estar aí em casa, deitada no sofá vendo os programas que você detesta e diz, ou aqueles programas que você acha legais, bonitos, mas não dá um sorriso por teimosia de pai, que não pode dar o braço a torcer e concordar com a filha ariana. Ah pai, eu sinto sua falta viu.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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