Eu, sempre em busca de arrancar todos os espinhos que a vida e outras pessoas enfiaram em quem amo, fico nessa tentativa de querer mudar a vida delas. Dela. Embora tanto amor eu sempre tive, tive que andar com calma, tive que saber ser discreta, amar baixinho. Ela, no entanto, só precisou se conter quando mal percebeu o que havia acontecido. Uma paixão tomou conta e ela ainda estava ali, tentando negar carinhos meus. Ao longo de toda essa história, eu hoje venho nesse momento que a tensão pré menstrual me domina dizer o quanto é doloroso não ter sido pra ela, o que ela foi sempre pra mim. O negar do sentimento. A demora pra responder. As desculpas por não amar. A admiração contida. A vergonha pela idade. A diversão em me comparar. As risadas por minhas fases. As velhas histórias que ouvi. As velhas histórias de novo. As mulheres que conheci sem ver. As fortes admirações. O culto ao glorioso passado. A decepção com o presente. Os velhos amigos. A grande e gloriosa lista. As preferências. De cores, cabelos, histórias, currículos. As histórias de novo. As grandes admirações. O medo de ser diminuída. A fuga da rua. A fuga de mim. E eu sei que sou bem mais do que qualquer uma. Ah, isso eu sei.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
Comentários