Existe alguma coisa no ar, um surto que anda levando os pais dos meus amigos embora. Sim, falecendo. E isso me deixa sem chão, a cada semana quando algo acontece de novo, eu me lembro dos meus pais distantes de mim. E no medo que dá perceber que ninguém é eterno. Não que eu não saiba caminhar sozinha, sem eles. Acho que essa fase está quase no fim. Mas seria, e é a partir de agora que começamos a parte de desfrutar juntos o que conquistamos. De qualquer forma, com todas as diferenças, a melhor parte (e eu digo isso com alívio por pensar assim, finalmente) é perceber que eu cresci. Já era infância. Adolescência. Mas que fiquem os meus pais, um pouco mais, que é pra mostrar um pouquinho do que me transformei.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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