Desde o primeiro dia, eu disse que seria muito difícil. Mas eu não imaginava, que seria tão mais doloroso. A viagem tão sonhada, com tanta dificuldade e na verdade não havia destino nenhum, mas qualquer lugar em que ela estivesse eu iria vê-la. E fui. Ver, abraçar e tocar quem deixei há um ano foi a coisa mais surreal que me aconteceu. Mas mesmo com todo amor, algo pairava no ar. E foi isso, ela se foi. Já imaginava que fosse tão dura nessas horas. Fomos com dor até o mesmo aeroporto. E fiquei lá chorando minhas últimas lágrimas, porque agora acho bom não ter mais força pra isso. E acho que todos aqueles verbos "pensar", "ver com calma", "tentar" foram eufemismos pra que eu entrasse no avião mais calma. E entrei, dezessete horas depois aqui estou. Tentando começar a prática de tirar você de mim. (Tão difícil quanto tirar nosso álbum e suas cartas da mochila).
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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