Aponto para outra fase. Questionamento. Pelas noites me distraio com tudo e todos, e há quem diga que sou sim muito amada. Entre gargalhadas e momentos tristes, começamos a estudar meu mapa astral. Quase como se estivesse ali, uma receita pra não sofrer de novo, ou uma explicação pra tudo que aconteceu até aqui. Minha lua, me assustou muito. Fui recebendo os textos e me arrepiando, acho que a gente demora a acreditar de verdade nessas coisas. Toda a tal carência vinda da infância, mãe e uma auto-confiança que forcei a construir pra sobreviver apesar de tudo. Mercúrio me deixou confusa, mas exatamente por me lembrar de toda profundidade em que vivo, essa ponte em que transito, solidão na multidão, tristeza em momentos bons e uma racionalidade e avanço intelectual exatamente por medo de perder a cabeça... E daí paramos em Vênus. O texto não termina, não sei porque. Toda a intensidade do hoje e o agora, a dedicação com o tempo e minha tão sonhada segurança... parei aí. Nem notei que o texto estava cortado. E não me empolguei em terminar o mapa. Por dias me questiono, qual será o dia em que não terei mais medo de amar.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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