Eu sei que tenho que passar por todas as fases, até que finalmente me sinta melhor. E eu não faço ideia de onde exatamente estou agora. Eu sei que é sábado, o frio já voltou e ainda por cima chove muito. O dia todo. E sei que ainda não deixei de acordar com as cenas que nunca vi, mas imagino. Sei que não sofro muito, mas que algo pesado me acompanha, me fazendo lembrar de todo o percurso que tive sozinha e como ele parece nunca acabar. O que era apenas um medo, tornou-se realidade e eu nem vi. De repente acordei, caindo em um buraco sem fim. O chão chegou e sinceramente ainda não deu tempo de juntar meus pedaços aqui. Acho que essa é a fase que estou, me recompondo. Mesmo nesse passo lento. Mesmo que apenas as paredes do meu quarto saibam. Mesmo que todas as pessoas me olhem a fundo e concluem o tamanho que sou. Tanta gente querendo me fazer feliz, que só quero logo uma cola que me refaça sorrir, pra que eu saia do buraco e prossiga meu caminho.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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