Nesse lugar tudo brilha. Entrar na rotina com todos esses dias ensolarados, mesmo que frios me faz mais dona de mim. Sempre me enxerguei assim, apesar de todos os monstros que me faziam recuar. Hoje, a sensação é de missão quase cumprida. Sensação de que fiz a minha parte, em todos os âmbitos, que tentei ao máximo mesmo tendo meus erros. Hoje, vejo que não sou perfeita, mas que soube disso desde sempre com um ar de quem buscava por melhora. Até que... evoluí. Ando pela universidade pisando em diferentes caminhos: quero mudar. Desde sempre busco enxergar o mundo e a mim mesma com certa mudança, aquele papo sobre nós e o rio: quando se entra no rio somos alguém, e o rio é um; quando se sai dele, somos outro e o rio também é outro. Não há como voltar. Nem há mesmo vantagem nisso. A evolução pode ser medonha, mas quantas vezes e quantos foram os meus medos, enquanto na verdade enfrentei cada monstro sozinha? Quantas foram, e ainda são, as noites com monstros que me fazem chorar? E no outro dia, pela manhã, sou eu quem me levanto e vivo, estudo, sorrio, me enfrento, me entrego, me lembro, me esqueço, me ascendo, e finalizo sempre lembrando que amanhã é outro dia. E que só eu e mais ninguém sabe quem sou, sabe da minha história e o que sinto.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
Comentários