Detesto ficar presa em domingos, desses nostálgicos quando vou para a casa dos avós e percebo de novo que crescer e enxergar os problemas de perto acaba com qualquer encantamento. Meu avô vai enfraquecendo aos poucos e não há nada que eu possa fazer para mudar isso. Mas olho para os meus pais e penso que não quero deixá-los na mesma situação nunca. A felicidade ou os momentos felizes se resumem a um cachorro que pula o tempo todo, rouba chinelos e deita no colo dele, enfia a cabeça entre seus braços e espera por carinho até dormir. Ou então assistir futebol e opinar com firmeza sobre resultados e jogadores. Meu avô costumava cantar pra gente, coisas que ele inventava pra no final me chamar de zulunga. Ele merece mais do que isso que tem. Sempre mereceu.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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