E então, tudo que eu tinha medo de acontecer, aconteceu. Acredito muito nessa atração de energias boas e ruins, apenas com o pensamento. Aliás, tudo não. Mas cá estou nessa rotina de dormir nove horas por dia, de me sentir fraca e tentar acreditar que vai ser melhor assim. Mais um namoro que fico na dúvida se vale a pena lutar por. Mais uma vez em que namorar sozinha acaba sendo uma questão forte. E não quero isso. Mais quinze, vinte, talvez trinta dias em que vou evitar os meus pais, porque eles estavam se preparando pra conhecer a tal pessoa. E agora não sei o que irá acontecer. Se não fossem os amigos ao redor, eu já teria ligado duas vezes, chorado, perguntado o que há de errado comigo. Mas não tem nada errado, não comigo. E mesmo que no último email tudo parecesse lindo, "eu não queria terminar, sinto sua falta", tentei casar tal frase com o diálogo do dia anterior e não entendi muito bem. Eu forcei a barra, puxei a palavra "break up" da gaveta e joguei na tela. Ela abaixou a cabeça e não teve contra resposta. Achei que fosse isso. Mesmo doendo tanto. E agora tenho esse tempo todo só pra mim, a noite inteira também, tenho finais de semana e essas férias. E tudo que eu soube fazer até agora, foi dormir. Se eu pudesse pedir alguma coisa, agora, eu queria muito conseguir ficar longe por mais uma semana. Mas depois disso, eu queria ver aquele rosto de novo, se possível com saudades de mim, dizendo a mesma coisa que disse no último email. Que aliás, eu não paro de ler. Detesto que minha vênus seja em touro, e que eu fique remoendo e digerindo a mesma coisa por um mês. Enquanto a dela continua em áries, tsc tsc.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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